Sobre mim

Meu nome é Tathyana Viana,  acordo pensando em escrever,  durmo pensando em escrever e nunca escrevo tanto quanto gostaria. Sou produtora editorial, moro no Rio de Janeiro e tenho duas cachorras vira-latas, Clara Joaquina e Fran Chiquinha.

Publiquei primeiro livro infantil,  Caos,  o cachorro,  em 2014,  pela Editora Alfaguara. Aqui mais informações sobre ele: http://www.objetiva.com.br/livro_ficha.php?id=1408

contatos:

Twitter: @thyta

Facebook: Tathy Viana

Instagram: @tathy.viana

email: tathy.viana.arroba.gmail.com

 

São essas as informações básicas. Quer saber mais? Aqui estão alguns fatos aleatórios:

Nunca comi Nutella e nunca assisti Dirty Dance. Nunca li Alice no país das maravilhas, nunca entendi o filme da Amélie Pollain.

Sou chata à beça com filmes. Não vejo filmes que contenham: maldade com bicho, seja cachorro, cavalo ou elefante, robôs humanizados (tenho medo desde Inteligência Artificial), tortura e outros tipos de violência, guerra, 11 de setembro, campo de concentração. Ou seja: praticamente não assisto nenhum filme. Tudo bem, afinal a cerimônia do Oscar é assunto nem tchun pra mim.

Já choveu dinheiro na minha cabeça. Literalmente. Estava passando por ruma calçada voltando da escola quando vi um monte de notas de dez reais caindo do céu bem em cima de mim. Comecei a catar, olhei pra cima e vi uma criança jogando o dinheiro pela janela. Logo a mãe apareceu, e eu, pessoa honestíssima, devolvi os quase 300,00 que caíram do céu. Já raspei a cabeça com máquina um algumas vezes. Eu já vi a Madonna de perto. Assisti à passagem de som no show dela no Rio e ela cantou Holiday e outras cinco músicas no ensaio para mim e outros seis gatos pingados que estavam no gargarejo.

Uma palavra que eu adoro é cafona. Serve para tudo e diz tudo. E ainda por cima é vintage! Coisas que acho cafonas: gritar como se estivesse morrendo por causa de gol de time de futebol, torcer contra, música alta, xixi na rua, gente puxa-saco, megahair, festa de formatura, 50 tons de qualquer coisa, gente que tem filho e pensa que pariu o novo Messias, gente adulta que fala papai do céu, perfil de casal no Face (verdadeiro pavor).

Sofro de dislexia ao ler manuais de instrução. Não consigo bater palmas no ritmo, acho que isso é falta de jardim de infância. Também tenho alguma dificuldade (muita) em distinguir a esquerda da direita. Me sinto tão burra ao perceber que os gregos, os egípcios e os maias faziam cálculos super complexos enquanto eu faço todas as contas na calculadora e nunca decorei a tabuada do 8 e do 9.

Eu já pinguei otomicina no olho pensando que era colírio. Já confundi o vidrinho de álcool gel com o vidrinho de silicone para cabelo. Já passei passei o shampoo 2 vezes e esqueci o condicionador (e vice-versa). Semana passada sai com um vestido ao contrário.

Tenho preguiça de tirar do box o vidro de shampoo vazio. Tenho preguiça de enrolar direito o fio do liquidificador e demais eletrodomésticos.

Adoro papelarias pela possibilidade de criar, desenhar, escrever, aprender contida nelas. Amo travesseiros, lençóis, edredons, pijamas.

Abuso um pouco (bastante) dos pontos de exclamação e reticências…

Não gosto de lavar tênis. Minha técnica para dar uma disfarçada é trocar os cadarços antigos por novos.

Acho tão difícil mudar a hora do relógio por causa do horário de verão que tenho um relógio pra cada horário.

Sempre checo a pasta de spams, esperando encontrar alguma proposta milionária extraviada. Sou capaz de imprimir um documento quatro vezes até acertar data, assinatura, número do CPF. Perco senhas, esqueço logins, não anoto números de protocolo (mas acredito em vida em outros planetas).

Não nasci para decorar número da carteira de identidade nem CPF e título de eleitor. Tenho raiva de guardar os comprovantes de pagamento de cinco anos atrás. Não gosto de cantar o Hino Nacional.

Eu não me vejo como uma pessoa pessimista, mas minha reação diante de uma boa notícia é não acreditar que é verdade. Só acredito vendo, bem São Tomé. Quem já gritou gol antes de a bola não entrar sabe bem do que eu estou falando. O lado ruim é que perco o timing das comemorações, dos u-hus, das dancinhas da vitória…

Sou crítica e questionadora e não é errado ser assim.

A vida é curta e eu adoro perder tempo. O que eu detesto é que os outros me façam perder tempo.

Definitivamente não sou uma pessoa nostálgica.

É só ficar um pouco nervosa e minha voz se esconde.

Acho que numa outra encarnação eu fui um cachorro desses que adora andar de carro e fica com a cabeça pra fora e as orelhas balançando.

Quando eu vejo alguém cortando o cabelo curtinho, me dá uma vontade louca de cortar o meu também.

Adoro foto torta, desfocada. Defeitos sempre chamam minha atenção. Não usava régua no colégio, minhas linhas eram tortas, feitas à mão livre, minha letra era e sempre será feia. Caderno amassado, anel torto, bolsa de couro rabiscada de caneta bic. Tudo que é defeito eu gosto, as falhas, os erros, as cicatrizes, as assimetrias. Uma das coisas mais lindas do ser humano são suas falhas. Outra coisa linda é a generosidade de aceitá-las.

Ah, e a essa altura da vida, perdi a esperança. As pessoas nunca vão conseguir escrever meu nome certo.

 

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