Uma vez a cada década eu resolvo deixar o cabelo crescer. Ano passado eu raspei com máquina 3 e desde dezembro não cortei mais. Tenho usado o shampoo que faz o cabelo crescer que nem mato. No meu cabelo funciona. Não uso química no cabelo há anos, talvez desde a última vez que deixei ele grande, lá em 2008.
Dessa vez é bem diferente. Estou com mais paciência e curiosa para ver como fica meu cabelo grande and sem química. Sempre que eu deixava crescer antes, os cabeleireiros que não sabem lidar me convenciam a fazer relaxamento. Não quero. Hoje em dia tem a internet. Tem a tendência. Tem a aceitação e valorização do cabelo crespo. Tem produtos. Tudo ótimo. Mas tem uma coisa chata: o glossário de termos que não entendo e tenho preguiça de aprender de verdade: low poo, no poo, hidratação, day after, fitar, transição, ativar, umectar. Eu que não leio manual, fico com preguiça.
O que tenho feito? Lavado bem menos no inverno, usado cremes e óleos legais (não sei se na ordem certa dos manuais) e dormido com uma touquinha de cetim que é maravilhosa. O cabelo acorda feliz. Não duvidem, acorda feliz mesmo. Ontem eu esqueci da touca e o cabelo acordou bem chateado.
No final das contas, sinto que ter cabelo grande é que nem ter um pet novo. Dá trabalho, tem cuidar, não pode largar à própria sorte. Tem que ter rotina, paciência. Então, quando boto touquinha, passo creminho, faço isso e aquilo, penso que meu cabelo é que nem um filhote de cachorro que preciso cuidar. Nem preciso dizer de que raça ele é, né? Obviamente, um poodle.

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