uma experiência

Acabei de pagar a hospedagem desse domínio por 1 ano. Por isso, sinto-me na obrigação de vir aqui e fazer valer o investimento. Ando tão saturada de facebook, twitter e afins que ando preferindo a alternativa de falar sozinha um pouco, descomprimir minha mente dessa enxurrada de informações que se acumulam em forma de posts, fotos, stories, compartilhamentos, mensagens e notificações. Busco um alívio, um silêncio e nada melhor de conseguir isso aqui, nesse blog onde judas perdeu as botas e ninguém visita.

A verdade é que as pessoas andam MUITO chatas e me incluo no balaio. A dinâmica da interação nas redes anda me cansando. Tudo vira debate, tudo tem que ser cuidado, a linguagem precisa, a informação e as interpretações dela, impecáveis. Ninguém pode escorregar, nem ser leviano no que publica, logo aparece alguém para puxar sua orelhinha. Não estou falando de preconceitos, mas sim de qualquer coisa. Quem não gosta de mamão não pode declarar isso porque pode ferir os sentimentos dos que sofrem de prisão de ventre e precisam de mamão para liberar os intestinos e por aí vai.

O mundo está descendo a ladeira e não há nada que podemos fazer a não amenizar a queda. Não dá para ser superherói e resolver os problemas da humanidade. O formigueiro está pegando fogo e cada formiguinha está correndo para um lado. Essa formiguinha aqui pretende não enlouquecer e esperar as coisas se acalmarem. Enquanto isso, pretendo me concentrar no que gosto de fazer e no que preciso fazer, sem acrescentar muito mais às minhas costas. Estou atenta às notícias, mas não quero dar conta de todas as interpretações, opiniões e textões que elas geram. E não seria nada mal deixar passar uma notícia ou outra. Muito além do meu alcance. Alienada, conformada, isenta? Pode até ser, mas cada um sabe até onde pode ir. O noticiário é de vomitar, assustador. E nada pode ser feito, esse barco já partiu.

Vou ficar por aqui falando sozinha, e talvez quem sabe redescobrir quais são os meus assuntos e interesses. O que eu busco quando não recebo as atualizações de 500 pessoas que falam sem parar.

 

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